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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eles cresceram!

Um dos meus interesses de vida é conhecer um pouco mais sobre diferentes mitologias. Eu não creio que exista apenas uma mitologia "indígena", na verdade existiram e existem várias mitologias indígenas e essas mitologias estão, como todas as outras, em constante mutação.

Mas, em relação aos "indígenas" brasileiros uma coisa que eu sempre observei é que eles sempre foram representados como crianças, um conjunto mitológico primitivo, quase infantil. Fiquei feliz ao encontrar essa imagem.

Nela as divindades aparecem adultas, enfim... eles cresceram...

Ah, abaixo segue uma serie de informações sobre essas divindades, mas francamente, eu desconfio dessas narrativas. O conhecimento mitológico das religiões afro-indígenas é passado majoritariamente pela oralidade, muito pouco dele chega aos ouvidos dos não iniciados.


Tupã é o autor do trovão e dos relâmpagos, sendo o criador do raio, tal onipresença celeste confere a este um poder significativo na mitologia Tupinambá.

JACI, a formosa deusa Jaci, a Lua, a Rainha da Noite que traz suavidade e encanto para a vida dos homens.

No início de todas as coisas, Tupã criou o infinito cheio de beleza e perfeição. Povoou de seres luminosos o vasto céu e as alturas celestes, onde está seu reino. Criou então, a formosa deusa Jaci, a Lua, para ser a Rainha da Noite e trazer suavidade e encanto para a vida dos homens. Mais tarde, ele mesmo sucumbe ao seu feitiço e a toma como esposa. Jaci era irmã de Iara, a deusa dos lagos serenos.

Guaraci ou Quaraci na mitologia tupi-guarani é a representação ou deidade do Sol, às vezes compreendido como aquele que dá a vida e criador de todos os seres vivos, tal qual o sol é importante nos processos biológicos. Também conhecido como Coaraci. É identificado com o deus hindu Brahma e com o egípcio Osíris.

Yorixiriamori - Esse deus deixava as mulheres encantadas com seu canto,o que despertou a inveja nos homens,que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro. É um personagem do mito “A Árvore Cantante”, dos Ianomâmis. Essa árvore desapareceu depois da fuga da divindade.

Anhangá - Deus do inferno e inimigo de Tupã.Pode se transformar em vários animais, e quando aparece para alguém, é sinal de má-sorte.

Ceuci - Deusa protetora das lavouras e das moradias, seu filho Jurupari, mesmo nome de um peixe brasileiro, nasceu do fruto da Cucura-purumã, árvore que simboliza o bem e o mal na mitologia Tupi-guarani.

Akuanduba - Divindade dos índios araras, tocava a sua flauta para por ordem no mundo.

Wanadi - Deus dos iecuanas,ele criou três seres para gerarem o mundo. Os dois primeiros cometeram um erro, e criaram uma criatura defeituosa,que representa os males do mundo. O terceiro concluiu o ato da criação.

Yebá Bëló - Conhecida também como “A mulher que apareceu do nada”, é uma divindade do mito de criação dos índios dessanas.Segundo eles,os seres humanos surgiram das folhas de coca(ipadu), que ela mascava.

5 comentários:

  1. Agora me bateu curiosidade se seu nome é o mesmo da deusa, contudo, isto não é de minha conta. Como digo as parceiras que vivem mais no anonimato, todos tem direito a se expressar preservando a sua privacidade nesta selva que é a web.
    Adorei saber mais sobre a cultura indígena, sabia apenas de Tupã.
    E tenho uma curiosidade a respeito do lugar que os índios tomaram na umbanda, se ela é de origem afro, porque existem os caboclos, como o Tupyara? Você deve saber me responder esta pergunta, afinal, é a primeira historiadora que tenho contato.
    Quanto ao Neil Gailman, adoro! Adorei Sandman.

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  2. Christian meu nome é Jacilene, não tem segredo quanto a isso, mas todo mundo me chama de Jaci e eu adoro pq digo que tenho a lua no nome :)

    E sim, há quem diga que a umbanda é uma religião legitimamente brasileira porque em seus rituais e divindades encontramos a junção de elementos do cristianismo, da religiosidade africana e da religiosidade indígena. Logo o lugar desses sujeitos que genericamente chamamos de índios nessa religião é o de autores. A ideia do poder da fumaça, o cachimbo, determinadas ervas é herança indígena.

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  3. Eu já conhecia a deusa Jaci de uma das histórias (por sinal uma das mais bonitas) do personagem Papa-Capim, do Maurício de Souza. Quadrinhos também é cultura :)
    Gostei do Akuanduba... tocar flauta para por ordem no mundo é algo lindo! Nossa, acho que merecia um post só pra ele. Fico na torcida!

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  4. Ei, Jaci, pode desconfiar das narrativas sim! :)

    Estudo tupi e, de cara, posso desmascarar alguns dos conceitos sobre as entidades que eu conheço.
    Você está certa em dizer que a mitologia indígena não é unificada, naturalmente. Aí mesmo está uma prova disso, porque alguns deles são deuses tupis (e isso engloba os tupinambás, os tupiniquins, os potiguaras, os tupinaés, os tamoios, os tabajaras... enfim, todos os povos de línguas do tronco tupi que viviam na costa) e outros devem ser de outras etnias. Apesar de algumas grafias me soarem estranhas, conheço Tupã, Îasy (Lua), Kûarasy (Sol), Anhanga e Sumé. Sumé não faz parte da mitologia clássica indígena. Seu nome deriva de São Tomé, que, por ter duvidado de Jesus, teria sido condenado a vir ao Brasil para catequizar os índios, que eram os seres mais incrédulos que se podia encontrar. O mito, então, firmou-se após os índios terem sido catequizados pelos jesuítas.

    Achei legal a homenagem, mas, mesmo retratando deuses brasileiros, a representação e a descrição são muito influenciadas pela doutrina cristã...
    O Anhanga não é deus do inferno, simplesmente porque não havia um inferno para os índios. Na verdade, o que para eles era o "paraíso" pode ser visto como um antro do pecado para os carolas: a Terra sem Mal dos índios era um lugar em que poderiam encontrar seus ancestrais para dançar, beber cauim e fazerem amor para o resto da vida. Sem contar que a tal da Terra sem Mal não era uma recompensa para ser desfrutada depois da morte, mas em vida, e era também um lugar localizado na Terra, e não no "céu". É por isso que são encontrados muitos guaranis de origem paraguaia aqui no litoral paulista, por exemplo: os guaranis acreditam que a Terra sem Mal deles fica no Brasil e os tupis acreditavam que o seu "paraíso" ficava no Paraguai...
    Enfim, tudo isso para dizer que o "diabão" Akanga não era, então, um castigador, visto que não havia pecado... ele não era mau; era arteiro e gostava de pregar peças. Equipara-se mais a Exu do que a Hades.
    A cultura indígena é interessantíssima! Eram antropófagos, porque não acreditavam em "juízo final"... as traições se pagavam aqui, na Terra. Se alguma tribo tivesse um membro morto por um inimigo, os índios iriam atrás desse assassino e o comeriam. Se o assassino fosse um "arregão" e pedisse clemência, não seria comido, pois o simbolismo da antropofagia está em adquirir as forças do oponente. Além disso, o covarde seria morto por seus parentes caso retornasse à aldeia depois de ser capturado. Era, então, uma honra ser escolhido para ser devorado e era também uma honra devorar alguém.
    Que noção de pecado poderiam os índios ter, então?!


    Parabéns pelo interesse!
    Os índios precisam de nós!

    Puranga ara!

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  5. Marina muitoooo obrigada pelas informações que vc compartilhou conosco!!!! Pocha é uma prazer encontrar pessoas capazes de compartilhar seus conhecimentos!!!

    Cheros e volte sempre, será um prazer ter você conosco!!!

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