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quinta-feira, 15 de março de 2012

Paisagens de Minas/Congonhas

 Este é o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, a entrada (adro, escadarias),esculturas dos 12 Profetas, esculpidas por Aleijadinho e 6 capelas com cenas da Paixão de Cristo.
O Santuário fica em Congonhas, MG, num morro chamado Maranhão.
 O conjunto foi construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, não só por Aleijadinho, o Antônio Francisco Lisboa, como outros mestres, artesãos e pintores, entre eles Manuel da Costa Ataíde 
É tombado pelo SPHAN (Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), atual IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), desde 1939.
E todo o conjunto, incluindo o morro, também é Patrimônio Mundial, título outorgado pela UNESCO, desde 1985.


 (as Capelas, com as esculturas dos passos da Paixão de Cristo, a serra ao fundo).
 Mas a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) quer entrar nas terrras e derrubar o morro, mesmo que não seja a olhos vistos, descaracterizando a paisagem e, consequentemente, o patrimônio.
Não sou contra melhorias, não sou contra os modernismos, mas há casos e casos. Enquanto todos os países lutam para manter sua identidade cultural através dos monumentos, aqui no Brasil andamos na contramão.
Se bem que soube, por vários viajantes, e inclusive um tio meu, que mora lá há quase 50 anos, que o patrimônio cultural da Itália, Roma principalmente, está muito ao deus-dará também. Acho que o homem anda perdendo, aceleradamente, seus valores.
Os projetos de expansão da mineração na região central de MG, que sempre envolvem bilhões de reais deixam de lado os moradores, a cidade, tudo em nome do progresso e da modernização. A população se sente invadida, incomodada, pois além dos contratempos normais (movimentação, poeira, circulação de caminhões, máquinas pesadas), se envolvem na defesa do patrimônio da cidade, que não é só o natural (o morro)  mas também histórico, cultural e religioso.
Tudo tem dois lados e nem vou entrar na questão de ser certo ou errado. Se morasse lá, teria certamente outra visão. 
 
(Cristo no Horto das Oliveiras, na Via Sacra de Congonhas, obra em madeira  cedro)
A empresa já explora a parte da serra que fica de costas para a cidade, mas a expansão exige a exploração da área que fica de frente para o centro do município, que abriga o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, esculpiu o que é considerado sua maior obra: os 12 profetas de pedra sabão em tamanho real e as imagens em cedro situadas nas seis capelas do Jardim dos Passos, em frente à basílica. (Daqui)
Para mim, descaracterizar uma paisagem devia ser crime. Fosse em nome de qualquer modernidade. Necessidade é outra história, às vezes ela é premente. Mas este não é o caso.
Se houver votação e os de fora puderem opinar, nenhuma CSN da vida põe as mãos naquele morro!
O vídeo encontrei aqui:
 http://www.bigviagem.com/turismo-em-congonhas-do-campo-minas-gerais/
(Imagens Google)

4 comentários:

  1. Que lindo,Lucia!!!Temos coisas maravilhosas no no sso Brasil tão descuidado,não? beijos,chica

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  2. oi Lucia.......
    simplesmente lindas estas obras e é uma pena que as pessoas simplesmente desvalorizem tudo isso.
    tudo em nome do lucro e da modernidade
    tudo em nome do novo.
    qualquer hora destas o ser humano vai ser peça de museu, se é que os museus vão existir,né
    beijooooooooooooo
    saudade

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  3. oi Lucia.......
    simplesmente lindas estas obras e é uma pena que as pessoas simplesmente desvalorizem tudo isso.
    tudo em nome do lucro e da modernidade
    tudo em nome do novo.
    qualquer hora destas o ser humano vai ser peça de museu, se é que os museus vão existir,né
    beijooooooooooooo
    saudade

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  4. É triste quando pensam em destruir patrimônio histórico/arqueologico por causa da modernização. Meu professor disse que qunado construíram o metro aqui no Rio acharam vestigios arqueologicos que foram totalmente descartados por simbolizar o atraso da nossa civilização.

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