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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aleska e as "Cores em preto e branco"

Pelo calendário do Em Quantos, hoje seria o dia das postagens do Moacir, no entanto, esse mês ele estará impossibilitado de postar e assim abriu-se o espaço para algumas participações especialissimas para falar de poesias, a primeira dela é a Aleska a minha querida Menina das Idéias, pessoa escrupulosamente correta, dona do Diários de Bordo.

Então, com vocês:


 Aleska e as "Cores em preto e branco"

Poesia para mim é uma forma de falar tudo o que sinto. Descrever sentimentos que normalmente não tem muita lógica, por isso não me preocupo se as estrofes não fazem muito sentido dentro do todo que é o poema.

O importante para mim é que ele seja intenso. Intenso pelo drama ou pela plenitude que ele venha a expressar.

As presenças marcantes do meu jeito de escrever poemas vem de Chico Buarque, Renato Russo, Vinícius e Drumond. Não digo que meu estilo seja uma mistura de todos eles, mas cada um apresenta em suas obras uma reflexão que sintoniza a minha anteninha.

O seguinte poema: "Cores em preto e branco", trata-se das minhas reflexões e visões diárias dentro dos ônibus que pego para ir pra faculdade. Ele apresenta um pouco de melancolia, admiração , sentimento de participação humana na rotina da natureza e um questionamento fundamental na minha opinião para os dias de hoje. Ofereço esse meu "filho" a todos vocês mas principalmente a todos os mestres que passaram pela minha vida.


Cores em preto e branco.

Da noite vejo os rastros.
Qual sujos pratos
Em cima da pia.

A luz tímida da manhã,
dá-me um pálido bom dia,
o clima porém ainda é cinza.

Suavemente dispersa a neblina.
É hora de abrir a cortina!
O céu matiza-se de fúcsia,
Laranja e azul.
Quem será o pintor dessa oficina?

A mata parece mais verde, mais viva
Porque alguém se priva
De tamanho espetáculo gratuito?
São quais seus intuitos?

Da minha janela ambulante
Regozijo-me a observar,
Porém sempre me pergunto:
Que de todos os seres a iluminar
O sol não consiga penetrar
O homem/ a mulher
E fazê-los ecoar
As cores divinas.

4 comentários:

  1. Uau Jaci ficou bem maneiro esse post! sempre que precisar pode me chamar que ficarei feliz em ajudar! beijos rss

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  2. Aleska, seja bem vinda.
    Ninguém, por mais artista que seja, jamais conseguirá se igualar à natureza, seja em que tom for.
    Linda poesia. Acompanhar o amanhecer é mesmo instigante.

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  3. Coisa linda Pandora!

    Parabéns pela escolha. A poesia de Aleska é linda.
    O amanhecer é um dos mais belos espetáculos já vistos por mim.

    Pandora é Em Quantos. Em Quantos é Pandora.

    beijo

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  4. Linda poesia! Parabéns, Pandora, pela descoberta para nós, da poetisa, poesia, poeta Aleska!
    Moacir Eduão

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