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quarta-feira, 22 de junho de 2011

PARTEIRA E COVEIRO: O TEMPO



o tempo desiste do relógio

as horas de sua companhia

o afago dos ponteiros angustia

o rubi que reluz no mostrador


se na feira de troca um sai ganhando

quando lhe sobra a marca do Orient

ou se um Rolex lhe badala e sente

o fino pulso nobre e nordestino


ninguém ganha na vera desse jogo

postergar compromisso - engolir fogo

é comum se atrasar quando menino


bem verdade, já nasce quase adulto

cada dia no primeiro minuto

ao segundo já lhe bate o sino

        (Moacir Eduão)

3 comentários:

  1. O tempo, sempre inflexível, senhor de nossa vida.
    Num átimo (nunca se vive tempo suficiente...) chegamos e partimos.
    Lindo, como sempre!
    Abraços mineiros para um nordestino!

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  2. Obrigado, Lúcia Soares. Sempre nos atormentamos com os ponteiros dos segundos. Acho que é por isso que um "segundo" é chamado assim. É tão rápido que não poderia ser chamado de "primeiro". )Bom arrasta-pé, amendoim e canjica, procês!)

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  3. O tempo é mesmo um ladrão, nos leva o que amamos com uma facilidade... "Ninguém ganha na vera desse jogo"!

    Cheros Moacir!

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