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domingo, 22 de abril de 2012

Questão de pulso

O Em Quantos completou 1 anos de existência, de lá pra cá, eu entre ausências e presenças estou conseguindo voltar aos poucos, não tão inventada quanto gostaria. Iniciei meus escritos aqui com ficções, esperava escrever contos, elaborar tramas, diálogos, enfim... o real foi roubando minha personagem, talvez ela tenha morrido, ou esteja em coma. E já que ultimamente só consigo escrever sobre mim, venho contar que também tenho me sentido morta, passo os meus dias morrendo ao invés de vivendo. Talvez seja estranho ler isto, mas o que quero dizer é que se não fazemos aquilo que dá sentido para nossas vidas, morremos. Viver não é para qualquer um! Só alguém autenticamente louco é capaz de largar tudo que lhe dá segurança, ao menos momentaneamente, uma segurança que o deixa sossegado, mas que atrapalha de seguir para o outro lado, construir novas pontes. Eu quero largar tudo, arriscar, acreditar em mim. Mas e o medo?! Medo de ter que me virar e adaptar a um outro padrão, perder alguns recursos, ganhar outros. É sempre assim, questão de escolha, só que o tempo está passando e eu não consigo resolver nada. Semana inteira trabalhando, final de semana inteiro estudando e sempre faltando isso e aquilo. Sempre irá faltar, não é privilégio meu, quando não é uma coisa é outra. A questão é que há modos e modos de faltar, alguns sem vida, outros com vida. Cada um sabe o que mais lhe faz o sangue pulsar nas veias, embora, nem sempre, permita que ele pulse. Eis o meu drama.

5 comentários:

  1. Eis o nosso drama!!! Não há um dia que eu não desgoste do que estou fazendo, que isso não me angustie... Mas me pergunto "o que posso fazer?", o "que sei fazer?" parece que minhas escolhas se esgotaram e só tenho isso mesmo... então sigo em frente, tentando ao menos chegar ao fim, concluir o que comecei e depois da conclusão quem sabe eu possa fazer outras escolhas!!!

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  2. entendo perfeitamente! Sou movida a emoção, seja ela qual for! Como comentei na postagem da Pand acima, tem pessoas que não vivem, existem! Conversei com marido esses dias, tenho pena das pessoas que não saem de sua zona de conforto para viver, arriscar, ousar... tem sua mesma vidinha igual e rotineira há muitos e muitos anos, com medo de mudanças. Ele já acha que elas são felizes assim, então ok. Eu já tenho pena!

    O marasmo me deprime! É isso!

    Adorei o post! =)

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  3. Um a vez li em algum lugar que a diferença entre a vida e a morte é o movimento, então se você está parado é porque não está vivendo. Eu, como você como todos seres vivos preciso de movimento na minha vida, e a cada movimento uma escolha e a cada escolha uma consequência, isso é viver, vamos nos sentir tristes e vazios as vezes, mais isso tem de se tornar um impulso para nos movimentarmos , para agirmos em busca daquilo que nos completa, nos anima e nos dá gosto!
    A vida tem de ser quente ou fria , porque o que é morno enjoa, sair da zona de conforto é difícil, mais as vezes necessário!
    E com relação as perguntas da vida não tenha medo de questionar , pois só exitem duas respostas para aquilo que queremos, sim ou não.
    Um beijo no coração e uma iluminação para a sua vida.

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  4. Esse revirão que sentimos, mesmo que estaticamente, já siimboliza a vida que nos cobra, que nos consome, que nos exige cada dia mais ação, mais vida, mais sentimento! Natural também é o medo, coisa da vida também!! É tudo uma grande contradição, isso que é a verdade!

    O importante é não deixar de vivê-la!

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  5. Giuliara/Lívia, em dualidade!
    Menina, meu "conselho" como alguém que deixou a vida passar, sem realmente realizar tudo o que queria, é de que você "meta a cara" e faça o que deseja, Isso é seu futuro, está dando um passo para melhorar lá na frente. Não tenha medo. O medo só ajuda quando é para nos livrar de um perigo iminente. Diga a si mesma que está investindo em seu futuro. Se não o fizer agora, pode gerar frustrações futuras. Tente, comece, adiante-se. Viva.
    Beijo, beijos, espero que se encontre e se realize!

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