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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aproveitando o ninho



Um dia a melancolia desceu em seu coração e juntos, ela e o marido, não sabiam o que fazer daquela tal liberdade. Podiam tudo, mas não entendiam quase nada do que estava acontecendo em sua casa e suas vidas.

Não se ouvia mais as músicas estridentes que vinham de um quarto ou a televisão ligada na sala, ou o grito de um outro pedindo a toalha no banheiro. Tudo era silêncio e solidão a dois.

Eles se foram, bateram asas e deixaram o ninho. Estava na hora e para isso foram preparados, mas o casal não imaginava que chegaria mesmo o dia para cada um deles.

Por isso sofriam, mergulhados nas idiossincrasias do cotidiano e sem se notarem por todo o período que os filhos os absorveram, estavam naquele momento sós, cada um em seu mundo, e por esta razão, estranhavam-se.

O vazio deixado pela saída dos filhos trouxe à tona comportamentos e imagens que um tinham do outro e que permaneciam meio obscurecidos no dia a dia tumultuado que havia antes com a casa cheia e barulhenta.

Tantas fases acontecem no decorrer de uma vida e por isso devemos estar atentos a essas mudanças, senão seremos castigados pelo desamor e o abandono.

Será então que este não é o momento para recomeçar algo novo, como viagens, cursos, reforma da casa, ouvir as músicas prediletas, ter mais tempo para si mesmo ou para o casal?

Chorar o ninho vazio não é uma atitude positiva, pelo contrário, parece-me muito egoísta, afinal não devemos esquecer que antes de sermos pais, fomos homem e mulher, marido e esposa, enfim, amantes. Assim, com a saída deles, precisamos reencontrar a força que nos uniu.










8 comentários:

  1. Amei Beth! Amei... até pensei que a autora poderia ser outra... mas diz o que realmente acontece. Domingo acho que no Fantástico, tava falando sobre isso... eu já me preparo desde agora para a saída dos meus filhos (espero daqui a uns 20 anos? kkkk) Quero que eles estudem fora, tenham suas proprias experiências... e quero estar preparada para este momento de voltar a ter a minha vida de volta. Agora é o momento deles, depois, com mais tranquilidade e sensação de dever cumprido, de pássaros livres para novos voos, chega a vez da retomada.
    Amei seu texto.
    Beijos mineiro-paranaenses,
    Fabiana

    PS: meu computador nao acentuou as palavras, e como nao queria perder o pensamento, enviei...

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  2. Obrigada Fabiana!
    Eu sei bem o que é esta experiência, pois o meu saiu, estudou e aproveitou, mas agora voltou e sinto que preciso e estou refazendo meu ninho com o maridex, afinal eles, os filhos, quando querem batem asas a qualquer momento, e o que sobra somos nós, por isso resolvi escrever este texto, porquê valorizo minha relação com o marido mais que tudo na vida e gostaria de chamar a atenção para que os casais, principalmente na meia idade, lembrem-se deste detalhe importante na relação conjugal.
    beijos cariocas

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  3. Oi, Beth! É por estas e outras que concordo muito com o ensinamento no poenma do Kalil Gibran, "Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos da ânsia da vida por si mesma."

    Por mais que a gente considere que falar é fácil,mas na prática a teoria é outra, acho que é preciso criá-los com esse foco (ganhar o mundo), para que não tenhamos um verdadeiro adoecimento psicológico quando o ninho se esvazia.

    Adorei a sua abordagem. Meu abraço. Paz e bem.

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  4. Lindo isso e tão real em nossas vidas.

    O ninho fica vazio por pouco tempo...

    Voltam os passarinhozinhos dos filhos,rsrs...


    E é tão bom e muito bom também o tempo à sós novamente entre o casal.

    Podem se olhar, curtir, rir, brincar, tuuuuuuuuuudo que queiserem...

    Aproveitem até que cheguem os passarinhos pequeninhos pra o ninho preencher...rsr

    Aqui em casa, até a cachorra reclama se nos abraçamos, sem contar o Neno, que logo se aproxima pra se juntar no abraço...

    Como veem, dura pouco o ninho vazio...

    Basta deixar as janelas abertas...

    Sempre há um passarinho pra entrar...

    beijos,lindo dia!chica

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  5. Oi Beth

    Muita verdade no texto.
    Meu ninho ainda está cheio, mas tenho tanto medo quando ele esvaziar e os pássaros só vierem de vez em quando.
    Por isso desde já estou procurando mais coisas para fazer.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  6. Sei não, amiga...
    Teorizar é muito fácil, mas na hora H a coisa complica...rsrsr
    Fiquei com o ninho vazio por 3 anos. Gostava e não gostava, não aproveitei pra fazer nada diferente, mas também não "chorava" as ausências.
    Depois a Renata se separou e voltou pra casa, com sua "passarinhazinha" Letícia.
    Agora nos preparamos para elas ficarem em seu apartamento e eu e marido voltarmos pra casa, depois da reforma.
    Não vai ser fácil, mas vamos recomeçar.
    Beijo!

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  7. Lucia,
    Eu gostei da palavra 'recomeçar' e é isso que devemos fazer, olhando com positividade, porque quando queremos que uma coisa dê certo e se existe amor, conseguimos e fazemos o melhor.
    Tenho certeza que este recomeçar, principalmente com a renovada da casa, será excelente. Depois você nos contará o resultado.
    bjs

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  8. Belo. Esse post também me fez pensar sobre a síndrome do ninho vazio, quando os filhos crescem e tomam seu rumo. Beijos.

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