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segunda-feira, 25 de abril de 2011

SONETO À LUA ROUBADA

Furtaram a linda lua
do seio da meia-noite
ficou órfã toda a rua
na poesia do açoite

silenciou-se o lobo
a lagoa perdeu brilho
o verso perdeu seu filho
em consequência do roubo

a madrugada lamenta
que a vida ficou cinzenta
depois do acontecido

foi como se, por ciúme,
a flor perdesse o perfume
de modo bem parecido

7 comentários:

  1. Lindo este poema!!!
    Adorei!!!

    Parabéns

    Dani
    www.versosetc.blogspot.com

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  2. A gente não para pra pensar, mas o que seria mesmo de tudo, se roubassem a lua?!
    Pra quem o lobo vai uivar?
    Pra quem namorados vão olhar, suspirando?
    Como não ter luz pra refletir na lagoa, já ali, toda parada, sem perspectiva de mais nada, a não ser ver o reflexo da lua em si?
    Linda poesia, Moacir.

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  3. Objetos compartilhados dá nisso! rsrs
    A Rê-Bh é minha filhota.
    Desculpa aí! rsrs

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  4. Tem uma histórinha de criança em que o lobo vai laçar a lua...quando li o seu me veio à cabeça, pois sempre lia essa histórinha para meu filho e depois para minha filha...Paz e bem

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  5. A Lua roubada é muita coisa roubada. É a noite empurrada pra dentro do nada. É a falta de força de a terra elevar as marés. É a loucura menos louca. É a rua menos rua que, mesmo asfaltada, nada, nada a faz pavimentada por completo. Abraços! Moacir Eduão

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  6. Gostei dessa alegoria..."a lua roubada é a loucura menos louca"...

    Parabéns pelo poema!

    Abraços

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  7. Volta luz que ilumina a lua devolvendo-lhe o brilho, o perfume e a aura...

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