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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sem ar




Contar histórias não é uma coisa fácil. Inventa-las é mais complicado ainda. Um bom conto deve ter um quê de contradição, isto é, de drama, quer dizer, de verdade, mesmo que seja tudo imaginação.

Sabem bem do que estou falando? Falo de mentiras verdadeiras! É tão bonito quando algo inventado dá a impressão de ser real. É bonito e arranca suspiros. Mas, os suspiros para valer mesmo têm que vir do inesperado.

É na ordem do imprevisível que se encontra a sinceridade, nas coisas mais opostas. É quando se fala a verdade mesmo que esteja mentindo. Não sei mentir assim. Isso me dói como a morte. Na dor teço pontos invisíveis e os ligo numa teia que não prende nada, só a vida.

Oh, vida! Quantos crimes serão cometidos para conscientizar minha ignorância, isto é, personagem. Tivesse ao menos um, nem precisava ser passional, mas há sim um crime: a falta de atitude.

Como pode uma criatura respirar sem cometer nada? Sem ter amigos, nem família, nem falar com ninguém? Onde mora? Ela só gosta de ler? Vive no mundo da literatura e troca de história como que troca de roupa?

Que chata ela é! Ninguém vai gostar dela assim. Será que ela vai morrer antes mesmo de nascer?

3 comentários:

  1. Que nada, Giuliara! Ela vai levar a sério o que mais gosta, vai realizar tudo o que quer e ser muito feliz!
    Estou na torcida!
    Beijo!

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  2. Pior é quem acredita na própria mentira.
    Xeros

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