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segunda-feira, 6 de junho de 2011

POEMA DE SOSLAIO

nunca mais.


assim como um corvo,

nunca mais.


nunca mais a medusa,

nunca mais à espera de Godot.


meu Kafka foi lido pelas traças.

as tranças das bonecas,

a transa das aranhas,


o trajeto da guerra,

meu gueto, minhas pedras, nunca mais.


eu fujo, eu mijo, eu finjo

e digo nunca mais desavergonhadamente...


visto que minto,

este corvo, em mim, é o sempre.

5 comentários:

  1. Sempre que leio um poema eu tenho vontade de comentar, mas sempre tenho receio, poemas sempre mexem com coisas muito intimas, com questões de existência... enfim... "este corvo, em, é o sempre"

    Cheros.

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  2. Mudanças são difíceis, Moacir.
    "Nunca mais" é um longo tempo...
    Abraços!

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  3. Pandora: Venha dizer. Comente e abra essa caixa de surpresas... Lúcia: Esse nunca mais é o exagero mais vivo e mentiroso da arte.
    Sônia: =D)

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  4. Então se você me convida a comentar me sinto mais a vontade!!! \o/

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