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segunda-feira, 16 de maio de 2011

AMARRADIO

Meu nome é jangada.
Levo o pescador,
trago o pescado,
em outro tipo de estrada.

Amarrado aos mourões,
como um cão amigo.
Levo uma pequena vela comigo,
para dar carona ao vento.

A rede, nada de conexão,
de banda larga. É na largura certa do peixe.

De tardezinha, descansar,
dançando na beirada do rio
ou no atracadouro do mar, calmo mar.

O mar é amigo de meus troncos amarrados.
Essas madeiras alinhadas são o meu peito.
O mar conserta meus defeitos.
O rio aprimora minhas qualidades.

Saio bem cedinho. Faço um café do oceano,
e adoro ser um doce engano às tempestades.
                     (Moacir Eduão)
 


















6 comentários:

  1. Moacir, você poetisa bem demais!
    A jangda amarrada, como um cão fiel, foi uma imagem ótima.
    O mar ser seu café, outra.
    Aliás, sem destaques.
    Cada frase uma surpresa boa.
    Abraços!

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  2. Gostei do (BB)bombordo do poema,vou voltar a navegar nesta jangada.

    Abraço

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  3. Oceanos e rios na inspiração do contar da vida.
    bjs Parabéns

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  4. Lindo Moacir.
    O mar é muito inspirador. E um pescador com sua jangada não poderia ser melhor.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  5. Vim até aqui por indicação da Lúcia e gostei bastante do poema!...
    Um abraço,
    Manu

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  6. Poema lindo - como todos seus né Moá - ?

    Primeiro ele me trouxe a minha infância em duas cidades da Bahia que estão pinceladas nesse poema:
    IBOTIRAMA E XIQUE-XIQUE...

    Segundo a minha vontade latente e fixa (desde adolescente) de morar em uma aldeia de pescadores...

    Beijo

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