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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Apenas uma projeção?





Ela odiava aquele nome. Como sua mãe poderia ter tanto mau gosto e transferir-lhe tamanha angústia? Uma mistura de dois nomes, dois anseios, desejos reprimidos, invenções...

E quanto ao pai? O que ele tinha a ver com isso? Quase nada, não percebia em que mundo a mulher estava. Quase tudo, sabia ao certo o que se passava, mas não intervinha, representava.

Esperavam que a menina suprisse as duas carências. Só duas? Não!! Foi esperada, desejada e parida para que suprisse todas as carências que sentiam.

Tinha dúvidas se existia de fato ou se era apenas uma projeção. O ar que respirava parecia vir de um mundo imaginário, diferente daquele real que a sufocava. A mesma força que matava-a era também capaz de salvá-la.



6 comentários:

  1. Este é um dilema que todos nós passamos. Até romper a casca e sair do ovo, vivemos essa angústia do ser ou não ser. O meio influencia em tudo o que nos tornamos. Mas nos tornamos pelas nossas escolhas e apesar das nossas escolhas.

    Quando deixamos de culpar os pais pelo que nos tornamos, é porque crescemos. e isso dói. Pq chega o dia em que olhamos no espelho e vemos que somos o que somos por nós mesmos. Pelo bom e pelo mal.

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  2. Conflitos eternos.
    Somos seres humanos sempre insatisfeitos.
    Filhos podem ser, sim, apenas projeção dos pais.
    Por issosão precisos cuidados para querer tê-los.Não são extensão de nós. São apenas eles.
    Beijo!

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  3. Como os pais criam expectativas em seus filhos. Ser o que não foram, seguir uma carreira que não conseguiram, ou mesmo brilharem na mesma profissão em que não brilharam.
    A tentativa de realização através deles, frusta as duas partes.
    O filho vira apenas uma projeção.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  4. Somos uma alternância de real e sonho...um filme, em que a projecção original é afrouxada até se alcançar a duração de vinte e quatro horas...

    "Não fosse isso e era menos, não fosse tanto e era quase..."

    Leminsky

    Lindo o vídeo!

    E...eu também não gosto dos meus nomes...

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  5. Se os pais criam expectativas nos filhos, o que é que a mãe da Giuliara esperava ou quisesse ser?

    Apenas uma curiosidade. rs

    Eu gosto do meu nome, nunca me chamam pelo nome completo, sempre pelo abreviado, acho muito bom.

    Beijos e queijos, pra Giuliara!!

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  6. Procuro a solidão como o ar procura o chão...
    Essa música é incrível (a ouço todos os dias) e se encaixou perfeitamente no seu texto...

    Ah meu Deus, como me identifiquei com isso, quantas vezes já fui refém dos gostos e desgostos de minha mãe, era uma projeção infundada em cima de mim. Mas me libertei!

    Beijo Linda Giuliara.

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